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Mensagens

Perdi-me

Sinto que eu me perdi. Andei tão preocupada e com tantos problemas que acabei por deixar de cuidar de mim mesma. Fiz coisas que em nada têm a ver comigo e tornei-me alguém que não quero, nem me orgulho ser. Não sei se cheguei a este ponto para me encaixar ou se foi para me distrair da dor que eu sentia e dos problemas que eu tinha, mas p refiro pensar que foi a segunda opção, a primeira é  demasiada  vergonhosa.   Hoje preciso de me reencontrar. Preciso de redescobrir quem sou eu e voltar a ser essa pessoa. Parar com as influências alheias e ser a minha própria influência. Parar de tentar e de querer ser igual aos outros e aceitar que sou diferente.    Pretendo ainda reencontrar-me com as pessoas que me fazem realmente e genuinamente feliz, porque ao fim ao cabo são eles que conseguem fazer sobressair a parte mais pura e natural daquilo que eu sou. Deixar de lado tudo o que é tóxico na minha vida, deixar de me preocupar com assuntos passados e aproveit...

Toxicidade

Eu sinto que sou uma pessoa tóxica. Tóxica para mim, tóxica para os outros. Um nada me abala. Preciso constantemente de me sentir importante e de receber carinho das pessoas que amo, se não sinto que já não faço falta. Sinto ciúmes até da almofada. Não sei lidar com os meus sentimentos, muito menos entendê-los. Tenho dúvidas em tudo. Confundo amor com amizade, carência com paixão. Amo os meus amigos, até demasiado. Dou tudo por uma pessoa, o que um dia dará cabo de mim. Cada coisinha que não me agrada deixa-me triste, às vezes até agressiva. Não sei lidar com críticas de pessoas próximas, quando são desconhecidos eu não ligo. Não sei demonstrar sentimentos, não sei como os devo sentir e penso demasiado. Não digo nada quando estou incomodada com algo e deixo-me ser pisada. Tento mudar mas não consigo. Tento mentalizar-me de que não posso ser a única, mas quando há outra a raiva pega possessão do meu corpo. O que me faz bem acaba por me destruir. O que me faz mal eu destruo. Estou longe...

As redes sociais.

Quando conhecemos alguém nas redes sociais e começamos a acompanhar essa pessoa, criamos uma ideia de vida para ela. Imaginamos uma vida perfeita e acreditamos nessa ideia de perfeição. Vemos a pessoa sempre através do que ela posta e acabamos por nos esquecermos que essa também tem vida fora das redes. Tal como nós ela chora, tal como nós ela sorri e tal como nós ela vive. Tem os seus momentos de preguiça em que fica na cama o dia todo a ver séries e tem momentos mais produtivos em que sai com os amigos. Nós vemos apenas uma parte disto e pensamos: “eu quero ser como ela”. Mas nós não queremos ser como ela. Queremos ser como a ideia que criamos da pessoa. Pomos todas as nossas esperanças nessa pessoa, tudo aquilo que queríamos ter imaginamos que ela tem e o pior nisto tudo é que acreditamos imenso nisso.  Sejamos realistas, ninguém é perfeito. A perfeição é uma ideia fictícia que cada um cria na sua mente para se afastar dos problemas por um tempinho. 

Apaixonada?

Porque é que eu me fui apaixonar? Logo eu que dizia “se não der em nada, a vida que segue”, logo eu que já nem acreditava no amor, na paixão, logo eu. Porque é que a minha cabeça criou tantos filmes? Logo a minha que me dizia que nada era pior que criar expectativas. Porque é que o meu coração seguiu essa via? Logo ele que já não batia por ninguém. Porquê?  Já nem sei o que hei de fazer. Pela primeira vez, quero conter as minhas lágrimas e esconder a minha dor. Eu hei de responder “está tudo bem” quando alguém me irá perguntar como estou. Não quero nem preciso da pena de ninguém. Também não é nenhum drama, não vou morrer por isso. Vai custar ultrapassar? Vai! Mas desistir nunca será a minha escolha. Eu hei de ficar bem. Se pensarmos, eu estou bem. Tenho saúde, família e amigos. Um homem na minha vida seria apenas um extra, mas nada que necessite.  Ayh! Se vocês soubessem o quanto escrever me permite libertar esse sentimento de tristeza de dentro de mim. Hão de tentar, ac...

Quem entra, custa a sair.

Eu não consigo escrever qualquer coisa acerca de ti. Será porque ainda me agarro ao passado, ou porque ainda é muito cedo para imaginar algum “nós” para colocar nos meus textos? Não sei, nem entendo o porquê dessa página ficar branca. Eu já tentei, tentei escrever o quanto tu és importante para mim, tentei escrever que estás sempre no meu pensamento e já tentei escrever sobre o facto de eu não ser a miúda que esperavas. Mas ao colocar um ponto na primeira frase escrita, parece que esse insiste em ser o ponto final. Eu não quero estragar aquilo que temos, aquela amizade que cada dia vai evoluindo, e ainda menos a cumplicidade que criamos pouco a pouco. É só que... há tanto tempo que eu não era tão feliz, há tanto tempo que eu não sorria com mensagens tão simples, há tanto tempo... Receio a possibilidade de eu poder me apaixonar, porque a paixão, apesar dos seus lados tão bons, também tem os seus tons mais escuros. Passei de “oi” para um apego grande por ti, e desse apego passei para um...

A nossa realidade

Por favor, deixa-me ir. Deixa-me viver a minha vida, como se nunca tivesses existido. Deixa-me amar além dos limites que me impuseste. Deixaste-me cair, e deixaste-me no chão. Deixaste que me afogasse, agora deixa que me levante. Eu quis voltar atrás, mas não resultou. Eu quis amor, mas não me o deste. Agora, por favor, deixa-me ir. Deixa-me continuar sem ti. Sai da minha cabeça. Não entendo porque é que persiste em assombrar-me. Seguiste a tua vida e eu continuo aqui a escrever textos e mais textos, exprimindo um fim para uma história em que, na verdade, não consigo pôr um ponto final. Queria tanto poder ter essa a tua facilidade em esquecer. Agora, só peço que saias do meu universo. Eu corri atrás, eu importei-me, eu quis muito que desse certo e eu te amei, te amo e te amarei apesar de tudo o que me possa acontecer, mas agora esse amor não conta mais. Tu és passado e por mais que tenha dificuldades em acreditar, essa é a realidade, a nossa realidade.

Poema realizado pelo concurso de poesia da minha escola

Francês: La fin de l’histoire sans début.  Il y a un an, je t’avais à mes côtés. J’étais tellement heureuse, cela me manque presque. Tu étais mien eu j’étais tienne, mais ça tu le sais déjà. Je n’oublierais jamais tous nos moments passés, Car ils représentent tous ce qu’il reste Du « nous » que nous étions. Je voudrais tellement pouvoir revenir en arrière, Pouvant effacer toutes les erreurs commises, Mais cela est impossible. Il y a un an, tu étais toute ma vie, Mais j’ai décidé d’arrêter de trop penser Et de mettre une fin à cette histoire sans début.  Espanhol: El fin de la historia sin principio.   Hace un año, yo te tenia a mi lado. Yo era tan feliz, casi carece de mí. Eras mío e yo era tuya, pero esto ya lo sabes. Nunca olvidaré todos nuestros momentos pasados, Porque ellos son todo lo que sobra Del «nosotros dos» que éramos. Yo quería tanto volver para atrás, Pudiendo borrar todos los errore...